Quanto se trata de elitização do futebol, entendo que temos obrigação de enxergar e refletir sobre alguns pontos. O futebol está realmente sendo elitizado? Sim. Somente no sul do país ou em todo o resto do mundo? Em todo o mundo. Tal processo tem volta? Duvido!!!
Um casal de amigos, que moram em São Paulo, me afirmam que o custo de vida na capital paulista é exatamente o mesmo que o de Porto Alegre. O que modifica são dois fatores: primeiro, os salários deles são bem maiores que os daqui; segundo, o custo do lazer deles é proibitivo. Ou seja, o raciocínio lógico que se faz é lazer = dinheiro/investimento.
Sendo assim, o que está ocorrendo no mundo inteiro é a elitização do lazer. Com o dia a dia de trabalho de todos está cada vez mais puxado, o entretenimento está cada vez mais valorizado, não tem volta.
Na minha opinião, não acho um absurdo aumentar valores e elitizar o futebol. Infelizmente, vivemos num mundo globalizado, onde a tendência mundial é de elitização do lazer. Não podemos nos cegar para tal realidade. Porém, o que me incomoda não é o aumento em si, e sim o que está por trás destes aumentos. Explico.
Somos torcedores, logo, apaixonados. Muitas vezes olhamos a Arena como nossa nova casa e deixamos de enxerga-lá como o que ela efetivamente é: um empreendimento comercial. Pelo ponto de vista da OAS, é correto analisar assim, mas, o absurdo, é o Grêmio tratar desta maneira também.
Eu não tenho a menor dúvida que pouco importa os preços do ingresso no primeiro ano de Arena para o torcedor. Será um sucesso de público com o preço que for. Quem não vai querer presenciar um jogo em um novo estádio? Com conforto? Com vários atrativos? Todo mundo! Podem cobrar o que quiserem. E, é isso que a OAS quer fazer. Atualmente, em vários jogos no Olímpico, a renda total é superior a 1 milhão de reais. A Arena tem potencial para muito mais do que triplicar esse valor no seu primeiro ano. O que vocês acham que a OAS está enxergando?
Exatamente neste ponto entra minha indignação. Apesar dessa perspectiva inicial, que pode durar por mais um ou dois anos (tomará que por mais tempo com títulos e bons times), não será igual para sempre. E, quando a euforia acabar, onde estarão os sócios? O Grêmio terá perdido milhares de associados e verá um estádio muito bonito, contudo, sem público. Mais importante e principal: clube sem uma renda líquida e certa. Vão me dizer, então, que o Barcelona, tendo mais sócios do que lugares no seu estádio, perde dinheiro com este modelo?
O certo é que o Grêmio está defendendo os interesses da OAS tentando acabar com os sócios, ao invés de incentivar e agregar valor ao clube. Seria uma barbada para o Grêmio se capitalizar vendendo títulos patrimoniais. Duvido que se vendesse a R$ 20.000,00 (vinte mil reais ou mais) o título patrimonial, não choveria torcedores para comprar. Basta fazer planos de financiamento e, aproveitando a “onda” da Arena, o clube venderia mais de 10.000 desses títulos, quiçá até venderia a lotação máxima da Arena. Sendo que esses 10.000 equivaleriam a R$ 200.000,00 (duzentos milhões de reais). Além disso, se criaria um mercado com a valorização dos títulos, em que todas as vendas futuras, um percentual seria do Grêmio.
Entendo que pensar no Grêmio para os próximos 20 ou 30 anos é muito mais inteligente do que pensar na OAS. O que estão fazendo com os sócios é um absurdo, e não falo pelo aumento nas mensalidades, mas pelo desejo que está por trás disso: o simples desejo de acabar com os sócios patrimoniais. O clube está sendo colocado de lado em nome do interesse da OAS.
É preciso defender o Grêmio e seus associados, pois podem elitizar o lazer e o futebol, mas ninguém tem o direito de privatizar a paixão. A paixão de todos pelo Grêmio não pode ser usada para favorecer a OAS.
Victor Hugo
(6) ComentáriosNão bastasse ter sido, na MINHA opinião, o MAIOR goleiro que conheci em atividade no clube, foi o responsável direto por me fazer apaixonar por essa posição. Toda a minha trajetória amadora vitoriosa como goleiro deve-se ao Maza, como eu o chamava. Inclusive o calção curtinho e o cabelo comprido era por causa dele. Quando somos crianças temos a mania de imitar os mais experientes. Eu tiver a sorte de copiar alguém com caráter, honesto, competente e vitorioso: Mazaropi.
A defesa contra o América de Cali foi talvez a defesa mais importante, entre milhares, na carreira desse arqueiro gremista. Tenho gravada e, a cada vez que a vejo, emociono-me.
Lembro, na minha infância, a vibração com que esse goleiro entrava em campo e comemorava um gol do GRÊMIO soqueando o ar OU ajoelhado cerrando os pulsos.
Era temido nos GREnais. Lembro o LOBO fechando o gol, inclusive em decisão por penaltys, como foi em 1989. EU estava lá.
Em 88, subi a serra com meu pai pra ver afinal contra o Caxias. Empatamos em 0×0 e fomos campeões. Nesse jogo ganhei um autografo dele na chegada ao Centenário. Impossível esquecer o momento, embora criança. Guardo essa relíquia até hoje.
Grande Maza. Como eu queria outros Mazas no GRÊMIO. Jogava por amor ao clube. Podemos ver até hoje em entrevistas a maneira que ele refere-se ao GRÊMIO: carinho, respeito e GRATIDÃO.
Parabéns ao arqueiro GREMISTA ETERNO.
Cristiano Zucco
Tuas defesas proporcionariam nossas maiores glórias!Em tuas mãos defendeu como pouco o nosso imortal tricolor.
Seremos eternamente gratos por tuas defesas monumetais que ajudaram a colocar o Grêmio no topo do mundo!
Forte abraço!
Vitor Zago
Geraldo Pereira de Matos Filho, nosso grande ídolo Campeão Mundial, Mazaropi, ou simplesmente Maza dentro das 4 linhas. Ou ainda, Lobo.
Um dos grandes responsáveis pela maior Conquista do nosso Grêmio, o título Mundial. Diziam ser um goleiro de baixa estatura para os padrões, no entanto, provou o contrário se tornando um gigante defendendo o Arco Tricolor. É detentor de um recorde Mundial: o Goleiro que mais tempo ficou sem tomar gols, entre os anos de 1977 e 1978, totalizando 1816 minutos sem ver a bola entrar em sua goleira.
Mas, fora esses detalhes todos, um grande Homem o qual tive a satisfação de conhecer no último ano. De uma personalidade singular e espírito vencedor. Daqueles que sentamos para conversar e aprendemos muito. Por esses dias, estávamos conversando em um jantar e Maza com os olhos lacrimejados disse o seguinte: “O que sou e tenho hoje, devo tudo a minha Mãe e ao Grêmio, e desejo poder retribuir isso um dia”. Pois Maza, e nós te dissemos que: “aguardamos e desejamos o seu retorno para trabalhar no Tricolor, e Nós Gremistas somos eternamente gratos a tudo que você fez pelo Grêmio”.
Muito Obrigado. Parabéns Imortal!!
Cláudio Medeiros
(7) ComentáriosGrande Homem que, nascido mineiro e formado no Vasco, se tornou Gaúcho de coração, sendo um dos maiores jogadores gremistas. Fala do seu amor pelo Grêmio abertamente, de peito erguido e com convicção que nos emociona.
Aquela quarta-feira a tarde de julho de 1983, eu office-boy do banco Sulbrasileiro, não me segurei no trabalho, a partida tinha sido transferida por causa do mau tempo, e eu inventei uma deculpa esfarrapada e me mandei, peguei o Caldre Fião lá mercado público e desci na Azenha, invadi o Olímpico e presenciei, de olhos fechados e mão no rosto, aquela que é uma das defesa mais importante da nossa história. Obrigado LOBÃO por mais esta emoção e lágrimas tricolores.
Também tive o privilégio desses dias, num jantar, ficar admirando de perto aquele goleiro de defesas tão importantes, de jogos tão marcantes e de uma simplicidade que nos ensina a viver.
O Grêmio precisa de homens gremistas como Mazaropi.
César Augusto Fernandes
Em qualquer mesa de boteco, envolvida com aquela cerveja espumosa e gelada, um dos mais polêmicos assunto que se trata, no campo do futebol, é se o dito “professor” pode influenciar, ou não, no resultado final da partida.
A princípio, tenho a opinião de que, com certeza, o treinador pode tanto aperfeiçoar o time no decorrer do jogo, como estragar de vez o que estava bom. Em outras palavras, é determinante, sem dúvidas, suas escolhas durante os 90 minutos.
É bem verdade que, durante os primeiros 45 minutos contra o Canoas, Grêmio esteve bem abaixo da crítica. Apesar do gol marcado por Kléber logo no começo do jogo, o time acabou diminuindo o ritmo como um todo. Não sei se por má escolha do treinador ou por falta de entrosamento. Acredito que um pouco das duas hipóteses. Mais a frente explico.
Minha preocupação é sobre a bola aérea. Nosso calcanhar de Aquiles. Em duas partidas, foram dois gols sofridos em cobranças de escanteio. Mais uma vez, nossa dupla de zagueiros ficou estagnada no chão. Mas, obviamente, a culpa não é somente deles. Marcação de bola parada envolve a movimentação do time como um todo: dos zagueiros ao atacante. Todos têm um setor para cobrir, mas ninguém acaba exercendo sua função. Dor de cabeça para Caio Júnior.
Agora, a explicação. Mesmo sem o condicionamento físico ideal, ao trocar o esquema 4-4-2 para o 3-5-2 com Gabriel no lugar de Marco Antônio, o treinador soube interpretar o jogo até o momento, aproveitar as características dos jogadores que temos no elenco, usá-las e, assim, nos proporcionar um Grêmio com mais cara de Grêmio no segundo tempo. Com Douglas centralizado, Kleber mais ao lado de Marcelo Moreno e os laterais apoiando pelos flancos muito bem, Tricolor dominou a partida. E, ao contrário do que se via, com volantes organizando o jogo, percebemos organização tática e, até mesmo, entrosamento entre os jogadores.
Vale lembrar que, esse mesmo 3-5-2 nos proporcionou nosso último grande título de expressão: Copa do Brasil em 2001. Mas, sem saudosismo, continuo…
Destaque, também, para nossa dupla de atacantes. Desde os tempos de Jardel e Paulo Nunes, há tempos não via um atacante cruzando a bola para outro deixar sua marca. Marcelo Moreno fez um gol de centroavante! Gol de matador! Gol de quem deve ser pifado constantemente durante o jogo com bolas aéreas.
Mas, assim como contra o Lajeadense nem tudo foi horrível, também contra o Canoas nem tudo foi uma maravilha. Estamos iniciando a temporada, condicionamento físico dos jogadores ainda tem muito a evoluir, entrosamento não é o ideal. Mesmo assim, expectativa é de evolução, muita evolução. E, das boas!
Parabéns, torcida Gremista! Parabéns, jogadores pela primeira vitória de muitas na temporada! Mas, principalmente, parabéns, Caio Júnior! Acabou de vez com a discussão: treinador influencia no resultado final e, nós, “botequeiros”, teremos que arranjar uma outra pauta entre uma cerveja e outra…
Luciano Müller
(4) Comentários
Veja hoje, às 19:30 na TV Unisinos e Canal Futura o documentário Renato.id – A formação do ídolo. O curta é uma produção da disciplina de projeto experimental em telejornalismo da Faculdade de Jornalismo da Unisinos. O documentário, que conta a trajetória de Renato Portaluppi, um dos maiores ídolos do Grêmio e Fluminense, foi gravado durante os meses de junho e julho, em Porto Alegre e no Rio de Janeiro. Grandes personagens da história da Grêmio estarão falando sobre RENATO. O documentário é de autoria de Isabel Bonorino e a trilha sonora é assinada pelo músico Eduardo Kremer. Mais informações no link: http://tinyurl.com/7fv3pmd
Não perca! Grande homenagem ao nosso ídolo, Renato Portaluppi!!!
O quê: Renato.id – A formação do ídolo
Onde: TV Unisinos – Canal Futura ((30 UHF e 32 da NET)
Quando: hoje – 24/01 – terça-feiraHora: 19:30
No último domingo, dia 15/01, o Consulado de Taquara realizou o IV Torneio dos Gremistas de Taquara.
Neste ano, infelizmente, não levamos o
poderoso e temido time do Grêmio do Prata. Mas, como não poderia deixar de ser, o Movimento esteve presente prestigiando este evento que contou com uma grande participação da Torcida Gremista. Mais uma demonstração de Força e Gremismo que vem do Interior do nosso Rio Grande do Sul. Agradecemos e Parabenizamos a todo corpo Consular pela receptividade e organização do Evento, em especial aos amigos Rodrigo e Fernando Maciel.
Ano que vem estaremos lá novamente.
Dale!
